O Natal nos Trópicos



Anne Cantanhede


Para início de conversa, quero deixar claro que amo Manaus e tenho “Orgulho de ser Amazonense”, mas aqui o povo tem mania de regionalizar tudo.
Graças a Deus que a Prefeitura agora entendeu que o Natal é um tema universal.
Olhem a decoração natalina desse ano minha gente: estrelinhas, árvores de natal, Papai Noel, ISSO SIM É NATAL, e não um bando de macaquinhos e temas tribais que nada tem a ver com o espírito natalino.
Afinal, é com esse clima que fechamos o ano: Sentindo esse calor infernal, vendo floquinhos de neve iluminados caindo das árvores. Não é chique?! A lá Paris!
Eles finalmente aprenderam. Também pudera, tiveram uma boa escola. O Governo agora cuida de decorar (muito bem, diga-se de passagem) os seus espaços. É cada qual no seu quadrado.
Só nos resta uma dúvida: Quem vai deixar a cidade mais bonita? Prefeitura ou Governo?
Podem disputar a vontade, quanto mais, melhor!

Geração “X”? Geração “Y”? Nada... Geração Z



 Mariana Dinelly
O comportamento diferenciado no ambiente de trabalho vem sendo tomado a partir das características das gerações X e Y, mas socialmente, o que podemos falar dessa próxima geração que ainda não está pulsando no mercado de trabalho, mas que vem aprendendo e ensinando nas relações cotidianas, a geração Z.

Ao contrário do que se pode imaginar a geração Z não é formada pelos filhos da geração Y, mas, pelos filhos da tecnologia que se habituaram a zapear na internet não apenas através do computador, mas em outras mídias de internet móvel.

O mundo dessa geração é eminentemente virtual, não viveram os tempos em que se compravam fichas para fazer ligações no telefone público, vulgo “orelhão”, quando ter e-mail, pen drive, MP3(4 enfim MPtudo) não era uma exigência, mas uma coisa de poucos e para poucos.

Essa modificação na sociedade através das disposições tecnológicas reflete-se diretamente na forma de pensar e agir dessa geração formada pela dinamicidade e rapidez conferidas pelas tecnologias. Assim os jovens da geração Z ao contrário dos mais velhos que correm para se adaptarem as novas formas sociais, estão sempre à frente, com uma enxurrada de informação, navegando na grande rede onde tem acesso a tudo e a todos.

Porém, aí se dispõe o desafio dessa geração, estabelecer um filtro para que dentre as várias atividades, informações, planos a que estão dispostos haja um limite saudável, intelectual e físico, para que saibam o que fazer e quando fazer, perceber o que vale a pena.
 
Assim, chegamos à máxima de que só o tempo irá ensinar a forma madura para lidar com essa realidade. E vendo por outro ângulo, se considerarmos os aspectos de criticidade, dinamicidade, e intimidade com as tecnologias que caracterizam a geração Z, podemos afirmar que este posicionamento tende a transformar as intenções ecologicamente corretas de agora em hábito, preferência e ações.

Sendo assim, retomando as gerações antecessoras X e Y, das quais muito se fala considerando o ambiente de atuação profissional, vale lembrar que o desafio das organizações vai além de utilizar as características dessas gerações de forma produtiva, mas também identificar que a geração Z está aí, como consumidora e modificadora do futuro cenário social.

SAP: 3ª Semana de Atividade Publicitária


Alber Pascoal
      Realizou-se no período de 8 a 12 de novembro no Instituto Federal de Educação e Tecnologia do Amazonas (Ifam), a terceira edição da SAP, com o tema “As novas formas de Publicidade”.
      O evento é uma realização dos acadêmicos de Publicidade do instituto, que busca dessa forma congregar a comunidade junto ao curso, divulgando o curso, expondo trabalhos e trazendo estudantes de outras IES para o evento, ocorrendo assim um intercâmbio de conhecimento.
      O evento teve como público de interesse estudantes de Comunicação com as mais diversas habilitações e profissionais de Administração /Marketing e Design que são áreas que tem particularidades em comum com a
Publicidade. 
      As atividades começavam pela parte da tarde com oficinas e a noite aconteciam palestras a respeito do tema com palestrantes locais e nacionais, como foi o caso de Rodrigo Castro da Biruta Publicidades Mirabolantes do Rio de Janeiro, como se auto intitulam, por utilizar uma estratégia mais ousada, fora dos padrões da publicidade tradicional.
      A SAP é um evento que é realizado tradicionalmente todo fim de ano e busca o desenvolvimento da Publicidade local e da Comunicação como um todo na região, uma bela iniciativa do estudantes de Publicidade do Ifam.

A dependência dos jovens ao mundo tecnológico



 
Isabela Procópio
Já nascemos em volta de mil e uma tecnologias, como exemplo, os brinquedos da marca “Fisher & Price” para bebês, com várias utilidades, criados nas mais avançadas e recentes tecnologias que oferecem melhor proteção e desenvolvimento dos sentidos.
Além disso, as crianças começam a assistir televisão desde muito cedo, por ser um dos modos que os pais conseguem fazer com que fiquem quietas. À medida que crescemos, as tecnologias são inseridas em nossas vidas sem percebermos e nos tornamos viciados.
Ela se tornou uma ferramenta de afirmação autônoma dos jovens no mundo e um meio de se lançarem no universo social, ainda que virtual, um lugar onde exercitam critérios de amizade e buscam padrões de comportamento.
Cada dia aumenta-se o número de pessoas que não conseguem viver sem o conforto e a comodidade que a tecnologia nos proporciona. Muitos gastam todo o dinheiro que possuem para ter os melhores aparelhos celulares, notebook’s e acesso à internet, enfim, tudo o que for de “última geração” e muitas vezes, é só por uma questão de status, de querer mostrar às pessoas, que ele é melhor, que possui objetos de última geração.
O Brasil está entre os três países com maior número de usuários do Orkut – site de relacionamento mundial. Segundo dados do próprio Orkut, dos 32 milhões de perfis cadastrados, 61,9% se declaram brasileiros. Entre janeiro e março de 2007, a Ipsos Marplan/EGM sondou jovens dos 13 aos 24 anos e constatou que 55% dos jovens de classes média e alta, dos 13 aos 17 anos concordam com a frase “não me imagino sem internet”.
A tecnologia pode e é utilizada de diversas formas e adaptada em todo o mundo dependendo de fatores culturais e sociais e não só da tecnologia em si.

Cinema Tupiniquim




Victor Sabino

E tudo começou em 1897, quando o primeiro filme brasileiro foi rodado, houve a época áurea, dos anos 50, as chanchadas da Atlântida e o cinema novo de Glauber, da época em que as pessoas lotavam os cinemas, não para assistir filmes norte-americanos ou franceses, mas sim, filmes legitimamente brasileiros, com todo a malandragem e simpatia na tela que só os atores brasileiros tinham. Décadas depois, o cinema brasuca entrou em declínio, como fim da Embrafilme, no governo do Collor, a coisa foi para o buraco de vez. Para se ter uma ideia, em 1992, ano do presidente Fernando Henrique Cardoso, somente um filme foi feito (A Grande Arte, de Walter Salles), é... o negócio tava feio naquela época...
Mas aê... Tchanam! Em 1995, acontece a Retomada do Cinema brasileiro, agora sim o nosso cinema foi para frente! Com incentivos do governo, à partir dessa época surgiram filmes memoráveis (Cidade de Deus, Tropa de Elite, Carlota Joaquina: Princesa do Brasil, O Quatrilho e Central do Brasil, lembram?)  que fizeram com que cada vez mais pessoas voltassem a lotar os cinemas como em outrora.
E hoje? Bom, hoje o negócio tá milionário! Tropa de Elite 2 já estão com mais de 6 milhões de expectadores, todos os anos filmes e mais filmes de ótima qualidade técnica e interpretativa são lançados, e poucos são os que vão direto para DVD.
Para posteridade? Uma briga de cachorro grande com “a gringa” e um Oscar, já seria de bom tamanho, não? Pois então, mão à obra e bom filme!


Finados com lucros


            
Alessandro Feitoza
 No dia dos finados, aproximadamente meio milhão de pessoas foram aos cemitérios de Manaus, o trânsito nas localidades exigia muita paciência devido ao conglomerado de veículos e pessoas, apesar do esquema de trânsito elaborado pela prefeitura. Mas o que venho tratar aqui é sobre o comércio que se adentra nesta data deprimente, para mim e para muitas pessoas que deixaram de ter a presença de alguém muito querido em suas vidas. O que era pra ser um dia tranquilo, calmo de reflexão e lembranças, se torna um dia de grande oportunidade de vendas e lucro para o comércio ambulante o que torna o clima chato e inconveniente. Penso que o comércio neste dia é útil porque as pessoas não precisam ficar procurando lugares para comprar objetos para prestar homenagem e deixar o lugar mais bonito, mas acredito que o comércio deveria ser organizado e não uma festa como vemos com vendedores por toda parte vendendo se duvidar até suas queridas mães. Perguntei de uma pessoa o que ela achava do comércio no dia dos finados e ela me disse: “os vendedores não tem noção do que nós estamos passando, eles nos veem como uma árvore de dinheiro e tentam puxar nossas folhas”. Achei essa comparação até engraçada, mas nada de irreal. Ontem vi no jornal à noite, um vendedor “robert” todo orgulhoso por aparecer na tv fazendo promoção de velas em tom alto e descontraído para as pessoas que passavam por perto, eles, os vendedores são pessoas despreparadas para a ocasião, como disse não sou contra o comércio neste dia, mas a bagunça é demais. Vou me despedindo por aqui abraço à todos e até a próxima.